Como a comparação com as candidaturas é feita
A comparação não usa opinião nossa sobre ninguém. Usa um documento que toda candidatura é obrigada a registrar no TSE, o programa de governo, e uma régua que já existia antes de qualquer candidatura ser conhecida: os doze temas do guia, com as três opções de cada um.
De onde vêm as candidaturas
Da lista oficial do TSE para a presidência da República, lida no DivulgaCandContas em 21 de setembro de 2026. Entram na comparação todas as que o TSE marca como concorrendo, e a situação do registro aparece ao lado do nome quando não está deferido. Hoje são 14 candidaturas. Quando a situação de alguma mudar, a lista é refeita do TSE.
De onde vem a posição
Do programa de governo registrado no TSE por cada candidatura, e só dele. Declaração em entrevista, publicação em rede, voto passado em parlamento e promessa de palanque não entram. É uma escolha com custo: um programa pode calar sobre algo que a candidatura defende em público. O ganho é que todo trecho é conferível por qualquer pessoa no mesmo documento, e a régua é a mesma para todas.
Para cada tema, a pergunta é uma: o programa propõe fazer o que uma das três opções faz? O que cada opção faz está escrito no próprio tema, no marcador "O que faz". Quando o programa propõe, a posição é essa opção. Quando fala do tema sem escolher um dos três caminhos, quando propõe algo fora deles, ou quando não fala do tema, a posição é "não se posiciona". Na dúvida, é "não se posiciona": encaixar à força é o erro que a tela não consegue desfazer.
O que sustenta cada posição
Trechos copiados literalmente do programa, com a página. Uma verificação automática, que roda antes de qualquer publicação, procura cada trecho no texto do programa, na página dita, e recusa a publicação se não achar. Posição sem trecho não existe: a verificação também recusa. Hoje são 168 combinações de candidatura e tema, 97 delas "não se posiciona", sustentadas por 523 trechos.
O que a verificação não faz é dizer se a posição está certa. Isso é leitura de gente, e o trecho embaixo é o que permite a você discordar com base. Se discordar, reporte: o botão está em toda tela.
Por que tanto "não se posiciona"
É o resultado mais comum da leitura, e não um buraco: das 168 combinações de candidatura e tema, 97 ficaram sem posição. Em alguns temas isso é silêncio mesmo, o programa não trata do assunto. Na maioria, é outra coisa: o programa fala muito do assunto e responde a uma pergunta diferente da que o tema faz. Sobre contas públicas, por exemplo, todos os catorze falam, e quase nenhum escolhe entre os três caminhos que o tema oferece.
Poderíamos ter reescrito os temas para caber no que os programas dizem. Não fizemos, e não vamos: os doze foram escritos para você achar a sua posição, antes de existir candidatura, e mudá-los para encaixar candidatura faria o guia seguir a campanha. Quando o programa não responde, a tela diz isso com todas as letras e mostra o que ele propõe no lugar. Não se posicionar não é divergir, e nenhuma das duas coisas conta como a outra.
O que a comparação mostra e o que não mostra
- Mostra, tema a tema, se a posição do programa coincide com a sua, e os trechos que aproximam e que afastam.
- Mostra, no fim, em quantos dos temas que você decidiu cada programa concorda com você. É uma contagem, não uma nota.
- Não dá porcentagem, não aponta "a sua candidatura" e não pesa um tema mais que outro.
- Não compara os temas que você deixou em aberto, e não os conta.
- Não envia a sua escolha nem a sua contagem para lugar nenhum. O único dado que sai é que a comparação foi aberta, sem quem nem o quê.
- Não guarda quantas pessoas concordaram com quem. Isso seria uma pesquisa eleitoral, e este guia não é uma.
Onde conferir
Os programas estão públicos no DivulgaCandContas do TSE, na página de cada candidatura. As fichas que codificam cada programa, os textos extraídos e a verificação automática ficarão públicos com o código do guia.